domingo, 21 de agosto de 2011

* "Atrasos facilitam a corrupção".

"A corrupção caminha próxima às obras inacabadas ou paralisadas", alertou em São Paulo o ministro Valmir Campelo, do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele participou de um encontro com promotores de Justiça especialistas no combate à corrupção e à improbidade e defendeu restrição às emendas parlamentares. "Entre os diversos mecanismos utilizados pelos dilapidadores dos cofres públicos, assoma em gravidade as interferências de cunho político para definição de quais empreendimentos terão preferência na hora de receber dotações e créditos orçamentários, em detrimento de outras obras em que não ocorre essa intermediação", afirmou. "É a influência da propina, ofertada por empreiteiros corruptores, definindo quais obras terão andamento, entre as várias que aguardam o aporte dos escassos recursos públicos para terem continuidade", argumentou o ministro do TCU.

* Agripino Maia quer força política em torno da governadora Rosalba Ciarlini.

O termômetro para a composição de alianças partidárias às eleições do próximo ano indicará, hoje, os rumos dos partidos que ensaiam união para 2012 e com reflexos no pleito de 2014. Ontem o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia, afirmou que a convenção estadual que o DEM realiza neste sábado reunirá políticos que pensam um projeto comum. Diante dessa afirmação, as presenças do presidente estadual do PMDB, deputado federal Henrique Eduardo Alves, e do ministro da Previdência Social, senador licenciado Garibaldi Alves Filho (PMDB), devem confirmar que as duas legendas seguirão unidas. A dúvida é sobre o PR, do deputado federal João Maia, e do PSD, controlado pelo vice-governador Robinson Faria.
 
Segundo informações enviadas às redações pela assessoria de imprensa do DEM, o senador José Agripino afirmou que as pretensões do Democratas é fechar alianças fortes e comprometidas com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Isso já a partir das eleições de 2012. "O pleito de 2012 é um fato político que vai acontecer naturalmente e vai ser, evidentemente, realizado sob a égide de alianças que já estão em fase de preparação. É claro que estarão na convenção aqueles com quem temos afinidades, com quem pretendemos fazer alianças em todo estado", disse Maia.

* 3 juízes do RN pediram segurança de vida.

A Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (AMARN) confirma que existem três juízes sentindo-se ameaçados no Estado. Depois da execução da juíza de São Gonçalo (RJ), Patrícia Lourival Acioli, a associação se reuniu com o gabinete institucional do Tribunal de Justiça do Estado para reforçar o plano de segurança que já existe para os juízes e promotores de justiça no RN.
 
O presidente da Amarn, juiz Azevedo Hamilton Cartaxo, disse que existe uma preocupação nacional quanto ao cenário de insegurança ao corpo do Judiciário e também do Ministério Público que se formou em território nacional a partir da execução da juíza Patrícia Acioli.
 
Esta preocupação é presente também no Rio Grande do Norte. Tanto que evita citar os nomes dos juízes ameaçados e também as comarcas que estão trabalhando. A presidenta do Tribunal de Justiça, desembargadora Judite Nunes, criou uma comissão de segurança - presidida pelo desembargador Expedito Ferreira de Sousa, juiz Kennedy Braga, João Afonso Morais, Henrique Baltazar Villar dos Santos e a tenente-coronel Angélica Fernandes.

* Henrique troca gentilezas com a governadora mas não assume apoio formal.

Mesmo com toda a troca de gentilezas entre o PMDB e o DEM, o deputado federal Henrique Alves não assume o apoio formal do partido ao Governo de Rosalba Ciarlini.

É bem verdade que durante a convenção do DEM, neste sábado(20), no seu pronunciamento, Henrique afirmou que Rosalba poderia contar com ele e o PMDB no Rio Grande do Norte e em Brasília.

Mas logo após o término da convenção, em entrevista ao blog, Henrique foi mais cauteloso e declarou que o partido ainda não tomou nenhuma posição em relação a um eventual apoio ao Governo Rosalba Ciarlini.

* Dilma corta gastos de ministros aliados e poupa áreas do PT.

O controle de gastos promovido pelo governo Dilma Rousseff poupou ministérios controlados pelo PT e atingiu com mais força os que estão nas mãos dos outros partidos que apoiam o governo, contribuindo para alimentar a tensão na base de sustentação do Palácio do Planalto.

Uma análise detalhada das contas do Tesouro Nacional mostra que, nas dez pastas entregues no início do governo a PMDB, PR, PSB, PP, PDT, e PC do B, os investimentos caíram 4,8% no primeiro semestre deste ano.

O desempenho contrasta com o dos 13 ministérios da cota petista: em conjunto, eles investiram 13,7% a mais do que na primeira metade do ano eleitoral de 2010, sem considerar as cifras modestas do apartidário Itamaraty e das secretarias especiais vinculadas à Presidência.