sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

* Gustavo Fernandes nega uso do Dnocs em sua eleição.

Apesar de o histórico dos convênios firmados pelo Dnocs com municípios do Rio Grande do Norte apontar uma “coincidência” em relação aos votos que o deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB) recebeu nas eleições de 2010, o parlamentar negou que tenha ocorrido favorecimento dos gestores dessas cidades por parte do seu pai, Elias Fernandes (PMDB), em troca de apoios políticos.

De acordo com o peemedebista, os municípios administrados por prefeitos que o apoiaram estão num contexto de várias cidades beneficiadas. “A maioria dos prefeitos, vice-prefeitos e ex-prefeitos que votaram em mim já são ligados ao meu pai há muito tempo. Não houve troca de convênio por apoio político. Muitas cidades onde os prefeitos não me apoiaram também receberam recursos do Dnocs”, argumentou.

O deputado, no entanto, admitiu que o Rio Grande do Norte foi beneficiado no período em que o seu pai esteve à frente do Dnocs. “Desde que assumiu o Dnocs, o PMDB buscou ajudar os municípios administrados pelo partido e outros também. Como havia um diretor do estado, a classe política local foi a ele buscar a liberação de recursos para várias cidades”, ressaltou.

* RN recebe R$ 36 milhões de royalties da Petrobrás.

O Rio Grande do Norte recebeu R$ 36,05 milhões provenientes do repasse de royalties pagos pela atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural na Bacia Potiguar. O valor superou em 42,3% o repasse realizado em janeiro de 2011, quando o estado recebeu R$ 25,33 milhões.

De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Governo do Estado recebeu R$ 19,2 milhões em janeiro de 2012 e os 93 municípios, beneficiados com royalties receberam juntos o montante R$ 16,84 milhões.

* Mercadante demite presidente do Inep.

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, demitiu ontem a presidente do Inep, Malvina Tuttman. A pedagoga é a terceira presidente a deixar o instituto responsável pelo Enem desde 2009, quando o exame foi transformado em vestibular.

A saída de Malvina vem no primeiro dia útil da gestão de Mercadante e foi uma decisão direta do ministro. Foi chamada pela assessoria de imprensa da pasta como "mudança própria de uma nova gestão".

Em nota, Malvina diz que viveu intensamente o Inep e "nele aprendi com os meus colegas o valor de ser 'inepiana'". Com as mudanças do Enem, o Inep, antes um órgão de pesquisas, ganhou importância.

* Sesap confirma segundo caso de H1N1 no Estado.

A secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou, na manhã de ontem, mais um paciente com o vírus da Influenza A (H1N1) no Rio Grande do Norte. Esse é o segundo caso registrado, somente este ano, no Estado. Dessa vez, a doença atingiu uma criança com oito anos de idade que, de acordo com a Sesap, já recebeu alta do hospital e passa bem. O departamento técnico de vigilância da influenza e doenças agudas respiratórias da secretaria já havia confirmado, no dia 19 desse mês, o primeiro caso de óbito devido à doença. Segundo autoridades, não há motivos para pânico, porém, o vírus está circulando e é necessário cuidados. De acordo com Stella Leal, responsável pela vigilância da influenza, o período atual é pós-pandêmico e ocorre redução no número de notificação. Em 2009, ocorreu uma pandemia da doença e várias pessoas morrendo em todo mundo. "Continuamos afirmando que não há motivos para caracterização de um surto no estado. Estamos vivendo um período pós-pandêmico, caracterizado pela redução das notificações e de casos confirmados, mas que exige a continuidade das atividades de vigilância epidemiológica, como o monitoramento de casos graves e eventos incomuns de doenças respiratórias agudas".

* Demissão de Elias Fernandes afasta Temer de Henrique.

A demissão de Elias Fernandes no Dnocs, já consumada no gabinete de Fernando Bezerra, não significa o fim da crise no ninho peemedebista. Ao contrário. Para os lados de Henrique Eduardo Alves ela só está começando.

Ao afrontar Dilma Rousseff para manter seu afilhado, Alves acabou comprando briga com os próprios caciques do PMDB. Alves, no afã de defender um interesse pessoal, colocou o partido inteiro em rota de colisão com o governo.

Até mesmo Michel Temer, que vinha auxiliando nas negociações, foi surpreendido com as doses cavalares de fígado impressas hoje nos jornais. Peemedebistas argumentam que Alves teve vários motivos justificáveis para trombar com o governo (ministérios inexpressivos, contingenciamento de emendas e cargos) em nome do PMDB, mas foi escolher justamente uma questão menor, envolvendo um cargo sem destaque, para desafiar Dilma. Diz um peemedebista:

– O que a gente estava esperando era uma ação estratégica, não isso. Ele levou o partido todo para uma causa pessoal e expôs o vice-presidente.
Por Lauro Jardim