sábado, 5 de maio de 2012

* Municípios poderão ganhar mais recursos para pagamento dos professores, com projeto de Fátima Bezerra.

Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 3353/12, da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), que destina recursos à formação dos professores e melhora a remuneração destes profissionais. A proposta inclui dispositivo à Lei 9.998/00, que instituiu o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

Pelo texto, do total dos recursos do fundo, será aplicado montante mínimo de 18% nos estabelecimentos públicos de ensino. Desse percentual, 50% deverão ser usados para cobrir despesas com a formação e remuneração dos professores.

A autora afirma que a lei que criou o Fust deixou de garantir expressamente os recursos indispensáveis para a remuneração do corpo docente. “Os professores são responsáveis pelo desempenho de atividade primordial no processo educacional, de máxima importância para o País, já que têm por ofício ensinar à população menos favorecida o bom uso de todas as ferramentas da sociedade da informação. Esta proposição contribuirá de forma significativa para a valorização dos profissionais da educação”, afirmou.

* Rosalba aponta preconceito na crítica sobre interferência.

A governadora Rosalba Ciarlini não nega a possibilidade de nomear o ex-deputado estadual, e seu marido, Carlos Augusto Rosado como chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado. Questionada pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE durante a assinatura da ordem de serviço para construção do Terminal de Passageiros do Porto de Natal, Rosalba não deu uma resposta definitiva para o assunto, que foi taxado de especulação. "Especula-se. Mas eu só acho uma coisa interessante. Se  fosse um governador, homem, ninguém achava nada demais que a sua esposa lhe ajudasse, que a sua esposa fosse secretária, na área social ou qualquer outra. A mulher pode ter auxiliares sim, mas não estou dizendo que ele vai ser ou vai deixar de ser", disse Rosalba Ciarlini.

Rosalba taxou de preconceituosas as críticas contra a participação, seja oficial ou nos bastidores, de Carlos Augusto Rosado. Para a governadora, essas críticas tem como motivação principal o fato de ser uma mulher a responsável pelo Governo do Estado. "Por que com a mulher há preconceito? Que conversa é essa? É preciso acabar com esse preconceito. Não é possível: por que é mulher tem que ser diferente?", disse, acrescentando que se fosse um governador não seria visto com nenhuma estranheza uma possível "ajuda" na administração por parte de sua esposa.

Além disso, a governadora ressaltou que a "parceria" com Carlos Augusto é fruto de uma relação de cumplicidade. "Quarenta e quatro anos de convivência, graças a Deus, que eu tenho que agradecer a Deus por ter um casamento há 44 anos. Isso significa que além da convivência existe amizade, cumplicidade, uma série de coisas", falou. Uma suposta influência do marido da governadora já foi motivo para várias especulações e polêmicas.