domingo, 15 de julho de 2012

* Demóstenes prepara recursos ao Supremo.

Além de reordenar a mudança de Brasília, e se preparar para reassumir a função de procurador de Justiça no Ministério Público de Goiás (MPE), o ex-senador Demóstenes Torres está empregando os cinco dias de licença para estudar recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). Embora seja uma figura conhecida, e estar sempre rodeado de amigos, não há informações concretas sobre o seu paradeiro. Há informações diversas. De concreto, não está no apartamento que comprou, no ano passado, no Setor Oeste. Com área de 701,598 m2, onde mora com sua mulher Flávia, o apartamento tem sacadas, suítes, biblioteca, louceiro e quatro vagas na garagem. Trata-se, segundo o próprio Demóstenes, do único patrimônio que possui. Ainda, assim, o imóvel que fica na encruzilhada de duas ruas com uma praça, custou R$ 1,2 milhão e tem uma dívida de R$ 800 mil junto ao Banco do Brasil.

Nos bastidores do MP de Goiás, comentou-se ontem que o ex-senador vai recorrer, no STF (Supremo Tribunal Federal) visando anular, as escutas telefônicas feitas pela PF, na Operação Monte Carlo, como provas que o vincularam ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. As escutas, disse nesta quinta o senador cassado, durante encontro com colegas no MP de Goiás, "não podem ser consideradas provas legais".

Entre outras informações, foi citada a resistência do TRF1 (Tribunal Federal de Recursos da 1ª Região) em negar HC para Carlinhos Cachoeira, no mês passado, por desconsiderar as escutas como provas.

* Reservatórios do RN estão com 65,22% da capacidade.

O índice de água nos reservatórios dos municípios do interior do Rio Grande do Norte está em apenas 65,22 por cento da capacidade total do Estado. A situação mais crítica se encontra no reservatório da cidade de Pilões, na bacia de Apodi/Mossoró, que está com apenas 9,15 por cento da sua capacidade máxima, que é de 5.901.875 de metros quadrados. A bacia de Trairi está com a situação mais grave, com 53 por cento da capacidade dos seus reservatórios.

CAMPANHA
Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Gilberto Jales, o Estado lançou uma campanha junto à Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) para tentar conscientizar a população sobre o uso adequado e consciente desse recurso. “Alertamos à população que a prioridade no uso da água deve ser humano, mas que não deve ser desperdiçado”, afirma.

Entretanto, há casos onde apenas o clima poderia ajudar. Segundo Jales, a água do reservatório de São Miguel só será suficiente para mais 10 meses, por exemplo. Se o inverno do próximo ano começar tarde como o desse ano, o risco de racionamento será alto. Esse reservatório está atualmente apenas com   33,81 por cento da sua, 10.865.000 de metros quadrados.

* “Corrupção nas prefeituras é pior que a seca do Nordeste”, diz membro de ONG.

O sertanejo sabe conviver com a seca e, diante de um longo período de estiagem, como o que se abate pelo semiárido brasileiro, faltam investimentos governamentais para garantir qualidade de vida aos agricultores. Diante desse cenário, o lema do governo de combater a seca “é retrógrado”, enfatiza o agrônomo Márcio Moura, da ONG Caatinga. Segundo ele, a “seca é cíclica, e devemos aprender a conviver com as adversidades de um fenômeno que é natural”.

Moura critica a transposição do Rio São Francisco, e frisa que se trata de “mais uma ilusão do governo, que acredita que se combate a seca com superestruturas, em vez de investir nos sistemas familiares, que já possuem uma dinâmica produtiva, a qual está relacionada com a segurança alimentar, com a comercialização e com integração com o meio ambiente”.

Para ele, a cultura assistencialista presente no semiárido dificulta o desenvolvimento da região. “As pessoas vendem o seu voto por uma carga d’água de carro-pipa, remédios, cimento. Por causa desse sistema, são eleitas pessoas com pouca capacidade de gerir em consenso com a sociedade, mas com muita capacidade de enriquecer ilicitamente”, assinala. Os programas governamentais, como Bolsa Família, Garantia Safra, Bolsa Estiagem, complementa, auxiliam na compra de alimentos, mas “não resolvem o problema, apenas transferem para a próxima geração, pois não são políticas concretas, que consigam que esses excluídos possam ter acesso aos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais. Na verdade, é uma maquiagem”.