domingo, 16 de março de 2014

* Deputada confirma que pré-candidatura ao Senado está firme.

Em entrevista concedia à Rádio Rural AM, a deputada federal Fátima Bezerra confirmou que sua “pré-candidatura ao Senado firme, até porque não é um projeto pessoal, mas que se insere no contexto nacional, diante do desafio, a partir do próximo ano, de manter a governabilidade de ação parlamentar comprometida com o interesse da nação”.

Fátima destacou que “as manifestações de carinho estão cada vez mais intensas”. “E estamos espalhando isso por todas as regiões. As conversas estão bastante avançadas com o PSD, liderado pelo vice-governador Robinson Faria, e tentando trazer mais partidos”, continuou Fátima.

Segundo a deputada, o PT segue firme priorizando a eleição da presidente Dilma e no RN “conquistar o Senado, manter a vaga na Câmara Federal e aumentar a presença na Assembleia Legislativa”. Sobre o palanque Dilma Rousseff, Fátima disse que a presidente terá o seu próprio palanque. “E todos os candidatos que tenham compromisso com a sua reeleição, embora o palanque natural seja o do PT pela natureza partidária”.

* Sonhar não custa nada: ‘Queremos que a presidente trate o PT e o PMDB da mesma forma’, diz Henrique Alves.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), é um defensor do apoio do PMDB à reeleição de Dilma Rousseff. Mesmo após as derrotas impostas pelos partidos aliados à presidente, o deputado diz que não há chance de os peemedebistas abandonarem a aliança reeleitoral com o PT. Se atua como bombeiro no atacado, Alves engrossa no varejo as fileiras incendiárias comandadas pelo colega Eduardo Cunha (RJ), considerado inimigo figadal do Planalto. Em entrevista ao site de VEJA, ele diz que o governo prioriza o PT em detrimento das demais siglas aliadas, razão central da rebelião deflagrada esta semana no Congresso.

“O problema é existir um partido que leva quase tudo no governo enquanto o restante da base fica com quase nada”. Com 43 anos de mandato parlamentar, Alves avisa que os peemedebistas e os integrantes do chamado blocão reagirão ao projeto de poder hegemônico dos petistas, que prevê, inclusive, a retomada do comando da Câmara. Aproveita ainda para provocar: “O PMDB é fisiológico com cinco ministérios? E o partido que tem dezessete ministérios é o quê? Se tem fisiologismo, não é no PMDB”.

“Queremos participar da discussão dos projetos, das questões administrativas e das agendas políticas nos estados. Hoje, não participamos. Há muitas coisas que são feitas para o PT sem o conhecimento do PMDB. Esse é o motivo da insatisfação atual”, disse Henrique.

* E agora Rosa: Prioridade do DEM é a eleição proporcional.

O Democratas no Rio Grande do Norte caminha para uma aliança com o PMDB, PR e PROS. A sinalização é do presidente estadual do partido, o senador José Agripino Maia. Ele confirmou que a prioridade do partido é a eleição proporcional e destacou que a definição é nacional. Sobre o pleito local, o senador disse que os deputados estaduais (José Adécio, Getúlio Rego e Leonardo Nogueira) e federal (Felipe Maia) já expuseram o desejo de compor proporcional com alguns partidos que integrem o palanque do PMDB. Sobre a reeleição da governadora Rosalba, José Agripino é cauteloso, diz que o rumo do partido será tomado pela Executiva estadual, mas reconheceu que, em caso de lançar uma chapa majoritária, o DEM não tem aliados para compor o palanque. “Não vejo parceiros de expressão em vista para eleição majoritária”, destacou. Enaltecendo os aliados do PMDB, José Agripino considerou legítima a candidatura própria dos peemedebistas ao Governo e destacou: “O nome tem que ser Garibaldi [Filho] ou Henrique (Henrique [Alves]”.

Embora evite críticas ao governo Rosalba, o líder do DEM lembra que havia tudo para acertos, mas admite que a chefe do Executivo cometeu equívocos, um deles foi perder o apoio do PR e do PMDB. “O que está faltando ela (Rosalba Ciarlini)? É difícil encontrar (um motivo) porque, para mim ,Rosalba tinha tudo para ser uma grande governadora, porque ela foi uma grande prefeita, uma senadora que se destacou, ganhou eleição no primeiro turno, tinha suportes muito bons. Mas, infelizmente, falhou”, comentou. Nesta entrevista, o senador fala sobre o projeto nacional do DEM, destaca que a definição sobre o rumo no Rio Grande do Norte será da executiva nacional e ressaltou que a eleição proporcional é a prioridade do partido.