domingo, 14 de dezembro de 2014

* Graça teria colocado cargo à disposição de Dilma duas vezes.

Desgastada com as denúncias das investigações da Operação Lava Jato, a presidente da Petrobras, Graça Foster, colocou seu cargo à disposição de Dilma Rousseff pelo menos duas vezes nas últimas semanas. Em ambos os casos, a petista recusou. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, as duas conversaram na semana passada depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sugeriu que a diretoria da estatal fosse substituída. Na ocasião, Graça disse que havia ficado incomodada com a declaração e que estava considerando uma demissão coletiva. Dilma não concordou.

As duas já haviam tratado do assunto há duas semanas. Ainda segundo a publicação, ao explicar a investidores que a divulgação do resultado financeiro da empresa no terceiro trimestre de 2014 teria de ser adiado, Graça se constrangeu e começou a considerar sua saída – o que foi negado por Dilma.
Graça Foster.

* “A sociedade é que tem que questionar a liberdade dos marginais”, diz secretário.

Em entrevista ao jornal o Globo, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que “a sociedade é que tem que questionar a liberdade dos marginais”. Ele se referiu a criminosos presos no Complexo do Alemão, mas rapidamente liberados.

“Fizemos operações dentro de uma racionalidade e inteligência, mas temos que respeitar o poder Judiciário. 

O que as pessoas precisam entender é o que eu já disse e vou repetir é que segurança pública não é sinônimo de Polícia”, disse ele.

E concluiu: “O conceito de segurança que começa para mim com fronteira e termina para mim no sistema penitenciário. Isso tudo precisa ser amplamente discutido porque o lado mais fraco disso tudo é a polícia”.

* Petrobras perde R$ 610 bilhões.

Abalada pelas investigações de corrupção e, mais recentemente, pela queda da cotação do petróleo, a Petrobras não para de sofrer os efeitos no preço de suas ações. Sua cotação afundou tanto que na sexta-feira passou a valer na Bolsa de Valores o mesmo que no primeiro ano do governo Lula, como se estivesse paralisada há 11 anos. A estatal brasileira vale hoje menos do que antes do anúncio das descobertas do pré-sal. Para os investidores do mercado financeiro, é como se as reservas gigantes de petróleo, anunciadas em novembro de 2007, tivessem perdido todo o valor.

Segundo levantamento do Estadão, no auge da cotação da empresa, em 21 de maio de 2008, seu valor a preços de hoje, já considerando a inflação, era de R$ 737 bilhões. De lá para cá, queimou-se no mercado R$ 610 bilhões. Para se ter uma ideia da dinheirama, é como se a companhia tivesse perdido toda a produção anual de Portugal. Ou quatro vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Uruguai.