sábado, 13 de junho de 2015

* Nossa: Não fique obcecado pelo orgasmo e curta mais o sexo.

O orgasmo é o clímax do sexo, mas transar pensando apenas em atingi-lo pode fazer com que homens e mulheres desperdicem momentos prazerosos. A fixação em alcançá-lo pode mesmo impedir que ele aconteça.

“As pessoas precisam estar interessadas no ato, envolvidas com as carícias… Quando se começa uma relação sexual determinado apenas a atingir o orgasmo, a possibilidade de se decepcionar é grande. O clímax depende de entrega e desprendimento, o que também significa pensar no prazer do outro. Quando queremos o orgasmo a qualquer custo, só estamos pensando em nós mesmos”, fala Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade) da USP (Universidade de São Paulo).

Segundo Marcelo Toniette, psicoterapeuta sexual pela USP, se os parceiros não têm consciência que a relação pode ser prazerosa independentemente de culminar ou não em um orgasmo correm o risco de tornar a transa tensa e desmotivante.

“O orgasmo deve ser visto como conquista e não obrigação. Se a pessoa fica na expectativa, inúmeras sensações prazerosas podem passar despercebidas. Isso diminui chances de experiências satisfatórias, com ou sem orgasmo”, fala o especialista.

* Aos gritos de “fora Cunha”, plenária do PT mantém aliança com o PMDB.

A plenária do 5º Congresso do PT em Salvador rejeitou hoje a proposta de romper a aliança com o PMDB e rever o modelo de governo de coalizão. O PMDB, principal aliado e no comando da articulação política, foi chamado de “sabotador”, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), de “oportunista de ocasião”.

Os defensores da aliança admitiram que em 2018 será preciso “repoliticar” esse modelo, mas que ele é necessário neste momento para acumular forças a fim de reeleger Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República. “Não tenho ilusão com nossos partidos aliados, até porque em 2018 vamos ter que repolitizar essa aliança”, disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE).

* Delegado da Polícia Civil é baleado com três tiros na Paraíba.

Um delegado da Polícia Civil foi baleado com três tiros, no Centro de Uiraúna, a 477 km de João Pessoa, na manhã deste sábado (13). Ele foi socorrido para o Hospital Regional de Cajazeiras, mas não há informações sobre o estado de saúde. De acordo com a polícia local, o delegado dirigia o carro dele pela cidade quando dois homens em uma moto se aproximaram e efetuaram os disparos.

As informações da polícia da cidade são de que ele foi socorrido para o hospital de Cajazeiras, na mesma região, no Sertão. Segundo a polícia, o crime pode ter sido uma tentativa de homicídio. Até as 11h deste sábado (13), as polícias Civil e Militar ainda estavam trabalhando para localizar os responsáveis pelo crime.
Delegado atingido. 

* Confira as mudanças nos principais pontos da reforma política.

Apesar de ter vencido os pontos mais polêmicos da reforma política, os deputados ainda precisam apreciar propostas sobre dez temas que ainda não foram concluídos no primeiro turno de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC). Um dos assuntos que deve tomar mais tempo é o que trata das cotas para mulheres, definindo um número mínimo de vagas. A proposta é reservar 20% para as candidatas que atinjam, pelo menos, 10% do quociente eleitoral.

O que muda nos pontos aprovados pela Câmara:

Sistema Eleitoral
 
A maioria dos deputados decidiu manter o sistema proporcional que vale atualmente. Pelo modelo, deputados e vereadores são eleitos de acordo com a votação do partido ou da coligação. É feito um cálculo para que cada legenda ocupe as vagas entre as mais votadas.

Na votação deste primeiro item, os parlamentares rejeitaram as três propostas de mudanças do sistema que foram apresentadas pelas bancadas. A mais polêmica era a do distritão, defendido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, em que seriam eleitos os deputados e vereadores mais votados no estado, em sistema majoritário.

Ainda houve defesas para lista fechada – com indicação dos candidatos pelo partido – e o distrital misto, para que 50% dos deputados e vereadores fossem eleitos por lista e outra metade entre os mais votados em cada distrito.

Financiamento de campanha
 
Ponto de maior divergência desde que o tema entrou novamente em discussão na Câmara, as regras para financiamento de campanha foram alteradas. Os deputados decidiram por 330 votos a 141, proibir doações de empresas aos candidatos. Essas doações ainda estão permitidas mas só podem ser endereçadas aos partidos. Pessoas físicas podem doar para a legenda e para o candidato e ficou mantida a distribuição de recursos do fundo partidário. Pelo texto, ainda serão definidos limites de gastos e de doações.

O atual modelo é o financiamento misto em que, além do dinheiro do fundo, candidatos e partidos podem receber de empresas e pessoas físicas. Durante os debates que se estendem desde o início do ano, parlamentares chegaram a propor outras alternativas, como o financiamento exclusivamente público e a proibição de doações de empresas, mas as propostas não foram acatadas.

Reeleição
 
Por uma maioria esmagadora, de 452 deputados, o plenário da Câmara decidiu pelo fim das reeleições para prefeitos, governadores e presidente da República. Apenas 19 parlamentares tentaram manter a regra atual. Com a mudança, os candidatos eleitos em 2014 e 2016 ainda poderão se reeleger.

Tempo de mandato
 
Todos os cargos eletivos passam a durar cinco anos e não mais quatro anos como ocorre hoje. A mudança foi aprovada por 348 votos a 110. Para a transição do atual para o novo modelo, os parlamentares decidiram que a regra vai valer a partir de 2020 para eleições municipais e a partir de 2022 para eleições gerais, ou seja, fica mantido o mandato de quatro anos para deputados, governadores e presidente da República, eleitos em 2018 e para prefeitos e vereadores eleitos em 2016. Os senadores, que atualmente tem mandatos de oito anos, passam à nova regra em 2027. Para a transição ocorrer sem problemas, os eleitos em 2018 terão nove anos de mandato.

Coincidência das eleições
 
O plenário decidiu manter as eleições gerais em datas diferentes das municipais. A decisão deve provocar uma mudança no calendário, fazendo com que os pleitos ocorram a cada dois ou três anos, já que os mandatos passarão a ser de cinco anos.

Voto obrigatório
 
A maior parte dos deputados optou por manter o voto obrigatório para maiores de 18 anos, rejeitando a proposta de tornar o voto uma escolha dos brasileiros.

Coligações Partidárias
 
Com um placar apertado – 246 votos sim, 206 não e 5 abstenções – ficou mantida a regra atual que permite que os partidos possam se unir em coligações diferentes. O plenário rejeitou a proposta que colocava fim às coligações para eleições proporcionais, defendida por legendas como o PSDB.

Cláusula de desempenho
 
Por 369 votos favoráveis contra 39, os deputados decidiram limitar o uso de recursos do fundo partidário e do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão aos partidos que tiverem um candidato próprio na disputa eleitoral pela Câmara e que tenham eleito pelo menos um parlamentar. Pelas regras atuais, 5% do dinheiro do fundo é distribuído entre todos os partidos que existem e as legendas também participam do rateio do horário gratuito de propaganda.

Idade mínima para deputados, senadores e governadores
 
A Câmara alterou a idade mínima para deputados, senadores e governadores eleitos. Pelas novas regras, os deputados federais e estaduais eleitos precisam ter, no mínimo 18 anos, ao invés dos atuais 21. A idade mínima para senadores e governadores, que hoje é de 35 e 30 anos respectivamente, passa a ser de 29 anos para os dois cargos.

Posse
 
Numa mudança de última hora, o relator Rodrigo Maia propôs que a posse do presidente e vice-presidente da República passe do dia 1o de janeiro, como previsto na Constituição, para o dia 5 de janeiro. A mudança foi aprovada por 386 votos a favor, 10 contra e 9 abstenções, e ainda prevê mudança na data de posse de governadores que passa a ser no dia 4 de janeiro. Para ajustar à nova regra, apenas nas próximas eleições a cadeira do Palácio do Planalto ficará ocupada entre o dia 1 e 5 de janeiro pelo presidente da Câmara, do Senado ou do Supremo Tribunal Federal.