segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

* Em nota aberta, Ricardo Motta nega acusações de ex-diretor do Idema.

Em nota aberta à sociedade, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, negou as acusações do ex-diretor Idema, Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, de que o parlamentar seria um beneficiário do esquema de desvio no órgão. Confira a nota abaixo:

Venho a público manifestar meu repúdio diante de noticiário sobre declaração de ex-diretor do Idema citando de forma espúria e sem provas o meu nome.

Nada do que foi dito é verdade. Nada, absolutamente, nada.

Por isso, tomarei as medidas cabíveis para que este absurdo não fique impune.

Não fui responsável por sua indicação, nomeação, tampouco pelos seus atos e jamais aceitarei a calúnia cometida contra a minha pessoa.

Que ele responda por suas práticas, sem tentar macular a honra alheia ou maldosamente terceirizar delitos que cometeu, numa desesperada e leviana manobra para transformar quem nada tem com o caso, em boia de salvação do seu naufrágio moral.

Estive, estou e estarei à disposição da Justiça. Em sete mandatos de deputado estadual jamais foi encontrada qualquer irregularidade em minha vida pública. Estou, muito mais, com a paz, a serenidade e a firmeza inabalável da consciência tranquila.
Ricardo Motta
Deputado estadual

ricardoinstituto
Ricardo Motta.

* Dilma é atingida em cheio com prisão de João Santana.

A decretação de prisão de João Santana atinge em cheio Dilma Rousseff.

Os processos de impeachment no Congresso e de cassação do mandato no Tribunal Superior Eleitoral ganharam um reforço de peso.

Dos cerca de 7,5 milhões de dólares repassados ao marqueteiro no exterior, os pagamentos mais recentes, segundo os investigadores da Lava Jato, ocorreram no final de 2014, época em que o publicitário atuava ativamente na campanha à reeleição de Dilma.

Dias após o fim do segundo turno, o lobista Zwi Skornicki repassou dinheiro a offshore panamenha Shellbill Finance SA, de João Santana e sua mulher e sócio, Mônica Moura, cuja prisão também foi decretada.

Foram nove transações, totalizando ao menos 4,5 milhões de dólares. A Shellbill Finance SA não foi declarada às autoridades brasileiras.

A Lava Jato acredita que os pagamentos têm origem no esquema de corrupção da Petrobras e são referentes a “serviços eleitorais prestados para campanha de partidos políticos”. Ou seja: não é caixa 2, é propina.

A operação chegou ao marqueteiro por meio de anotações encontradas no aparelho celular de Marcelo Odebrecht, que alertara em mensagem a um executivo da empresa: “Dizer do risco cta suíça chegar na campanha dela”. Parece que o dinheiro da conta chegou à “campanha dela” – Dilma Rousseff.
dilma santana
A casa vai cair.

* João Santana: PF apura se dinheiro de propina pagou marqueteiro do PT.

O publicitário baiano João Santana, marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006,  recebeu US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Investigadores suspeitam que ele foi pago com propina de contratos da Petrobras.

Santana e a mulher dele, a também publicitária Monica Moura, tiveram prisão temporária decretada na 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira (22). O casal está na República Dominicana, onde presta serviços de marketing para Danilo Medina, candidato à reeleição à presidência naquele país.

O advogado Fábio Toufic informou à Justiça que Santana e Monica já agendaram o retorno ao Brasil – que, segundo ele, deveria ocorrer nas próximas horas.

O publicitário teria recebido US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014.

Representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, Skornicki foi preso nesta segunda e é apontado como operador do esquema.

"Há o indicativo claro de que esses valores têm origem na corrupção da própria Petrobras. É bom deixar isso bem claro, para que não se tenha a ilusão de que estamos trabalhando com caixa 2, somente", disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Segundo Filipe Pace, delegado da PF, “João Santana e Monica, especificamente no caso de Zwi Skornicki, tinham conhecimento, e tudo leva a crer, da origem espúria do recurso. Até pelo método, utilização de contas para recebimento de recursos e celebração de contatos ideologicamente falsos”.
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João Santana e Dilma.

* Gutson diz que políticos ficavam com 60% de recursos desviados do Idema e acusa deputado Ricardo Motta.

Tribuna do Norte: O ex-diretor administrativo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, relatou como ocorria a divisão dos recursos desviados no órgão. Réu no processo investigado na Operação Candeeiro, Gutson afirmou que ficava com 20% do dinheiro desviado, enquanto os operadores do esquema ficavam com 20% e políticos ficavam com os 60%.

Durante o depoimento, Gutson só citou o deputado estadual Ricardo Motta como beneficiário do esquema. Segundo o réu, ele permaneceu no cargo após convite do parlamentar, que era o único dos envolvidos com foro privilegiado que recebia os recursos. O réu chegou a afirmar que Ricardo Motta o procurou porque precisava de “R$ 8 milhões ou R$ 10 milhões” para pagar dívidas feitas durante eleições passadas. O juiz que conduz o depoimento, no entanto, explicou que o nome do parlamentar não deveria ser citado novamente porque ele, por ter foro privilegiado, não poderia ser julgado na 1ª instância.

Segundo Gutson, a parte operacional era realizada por Clebson Bezerril, ex-chefe da unidade instrumental de Finanças e Contabilidade do Idema. Gutson afirmou que Clebson, que também é réu, repassava 80% do valor recolhido através das fraudes para Gutson, que ficava com 20% e repassava os outros 60% para os demais envolvidos no esquema – segundo ele, políticos.

“Clebson quem fazia a parte operacional, fazendo com que o dinheiro chegasse às empresas. O que me interessava era repassar os 60% e receber os meus 20%. Como eles (Clebson e os outros) dividiam os outros 20%, eu não sei”, disse Gutson, que afirmou ter recebido R$ 4,5 milhões no esquema e que não foi procurado por nenhum político desde que foi preso.
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Gutson abrindo a boca.

* Prefeitura de Viçosa/RN deve disciplinar o uso de ponto eletrônico.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Portalegre, emitiu recomendação ao prefeito de Viçosa a fim de que este providencie a implantação de ponto digital eletrônico a todos os servidores públicos do município.

O documento foi elaborado considerando a informação chegada à Promotoria afirmando que o município implantou o controle de ponto eletrônico sem nenhum ato normativo que disciplinasse sua observância e regulamentasse seu uso por parte dos servidores públicos municipais havendo funcionários que se utilizam de ponto digital enquanto outros usam o livro de ponto manual sem existir justificativa para tal divergência.

Essa diferença nos mecanismos para verificar com segurança o cumprimento da jornada diária dos funcionários públicos compromete a eficiência dos serviços essenciais prestados à população além de que, para a implantação de tal sistema, é necessária a edição de ato normativo que discipline a observância e regulamente seu uso por parte de todos os servidores públicos municipais, indistintamente.
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Ponto eletrônico.