sábado, 9 de abril de 2016

* Dilma quis comprar dois deputados por R$ 2 milhões.

Ao longo da semana, segundo a IstoÉ, circularam relatos no Congresso Nacional de que os deputados Heitor Schuch e José Stédille, ambos do PSB do Rio Grande do Sul, “teriam sido abordados por aliados do Palácio do Planalto com oferta de dinheiro para apoiar a presidente.

A bancada do PSB se reuniu para cobrar explicações. Eles negaram.

Um deputado de um partido da base aliada, no entanto, assegurou à IstoÉ que a oferta foi feita. O valor: 
R$ 2 milhões pelo voto pró-Dilma”.

Heitor Schuch e José Stédille não se venderam e prometem votar pelo impeachment.

* Governo do DF proíbe acampamentos na Esplanada até a votação do impeachment.

Os acampamentos de movimentos sociais ou outros grupos que, por vezes, ocupam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, não serão permitidos no local e nos arredores até o dia da votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados. A medida foi determinada pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal e começou a valer a partir das 18h dessa sexta-feira (8).

Segundo a secretaria, a medida é necessária para “garantir o adequado e suficiente desempenho do plano de segurança pública que será adotado para assegurar o livre direito à manifestação de grupos de diferentes matizes políticas durante o processo de votação”.

* Lula nega acusações feitas por Delcídio do Amaral.

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se defendeu das acusações contra ele que constam na delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). Lula negou que teria participado do esquema para tentar impedir que o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, fechasse delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

De acordo com Delcídio, Lula agiu para evitar a delação de Cerveró por meio da família do pecuarista José Carlos Bumlai. Segundo o senador, o ex-presidente comandou o esquema que culminou em sua prisão preventiva em novembro do ano passado. Delcídio disse que Lula estava por trás de uma oferta de mesada ao ex-diretor da estatal para que ele ficasse calado.

Ouvido na condição de investigado pela Lava Jato, o ex-presidente teria afirmado aos procuradores da força-tarefa ter uma relação apenas institucional com o senador, e que não havia influenciado na indicação de Delcídio para ser líder do governo no Senado.

Lula teria afirmado aos investigadores que Delcídio mentiu ao afirmar que ele teria selado a indicação de Cerveró. Segundo o petista, as indicações são responsabilidade do Conselho Administrativo. De acordo com Delcídio, no entanto, Cerveró teve o apoio do ex-presidente para assumir a diretoria da estatal.
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Agora tudo é mentira!

* Abom: TSE não tem verba para fazer novas eleições para presidente.

Apontadas como possível solução para a atual crise política pela ex-senadora Marina Silva (Rede) e pelo senador Valdir Raupp (PMDB), novas eleições gerais não poderiam sair do papel em 2016 por falta de verba. Consultada pela equipe de reportagem de O Financista, a Secretaria de Comunicação Institucional do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indicou que não teria recursos para realizar eleições gerais em 2016.

“Estimamos que uma nova corrida eleitoral a nível nacional obrigaria o TSE a desembolsar R$ 800 milhões”, informou o órgão por telefone. O TSE disse ainda que o orçamento da Justiça Eleitoral para as eleições municipais deste ano sofreu um corte de cerca de R$ 250 milhões. Para realizá-las, o TSE pediu um crédito suplementar ao Ministério do Planejamento.
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Sistema eleitoral na quebradeira.