domingo, 6 de novembro de 2016

* Propina era ‘institucionaliza’, diz PF.

Em 6 de novembro de 2014, o diretor regional da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Rodrigo Costa Melo, responsável pelo contrato da obra do Porto Maravilha, no Rio, enviou e-mail a seu superior, Antonio Pessoa de Souza Couto, diretor-superintendente da unidade do Grupo Odebrecht, em que pedia R$ 1 milhão para “Turquesa”. O dinheiro seria propina na obra de revitalização da região portuária do Rio, uma das maiores Parcerias Público-Privadas executadas pela Concessionária Porto Novo, formada por Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia.

Cinco dias após o pedido, Couto responde ao subordinado: “Ok”. Ato-contínuo, o diretor ligado à obra de Porto Maravilha escreve para Paul Altit, líder empresarial da Odebrecht Realizações: “PA, seguindo o processo, solicito sua aprovação para a operação”. Altit responde e copia Ubiraci Santos, um dos responsáveis pelo controle na holding do Setor de Operações Estruturadas, apontado como “departamento da propina”: “Ok Bira”.

Com a aprovação de suas chefias, Melo envia em e-mail para a secretária Maria Lúcia Tavares, do Setor de Operações Estruturadas, e solicita a entrega do dinheiro em duas parcelas.

A troca de mensagens dos executivos da Odebrecht, em quatro níveis hierárquicos, as planilhas de registro de pedido e registro de pagamentos fazem parte do rol de provas descobertas pela Operação Lava Jato de que a distribuição de propina foi institucionalizada no grupo e envolvia desde diretores responsáveis pelas obras até seu presidente, Marcelo Odebrecht – afastado do cargo desde que foi preso.

“Trata-se de um sistema institucionalizado e profissionalizado, com observância à hierarquia empresarial, e que admitidamente assume contornos sub-reptícios ao se valer de codinomes para preservar a identidade dos destinatários”, afirmou a Polícia Federal.

Para investigadores, foi a institucionalização operacional dos pagamentos que arrastou mais de 50 executivos do grupo a buscar a delação premiada e fez com que o acordo com a força-tarefa do Ministério Público Federal fosse a única saída para tirar Marcelo Odebrecht da cadeia e afastar o risco de falência do Grupo Odebrecht.

Além de políticos do PT, PMDB e PP – legendas já alvo da investigação -, partidos como PSDB também podem ser implicados pelas delações.

* Hillary lidera com 48% contra 43% de Trump, segundo pesquisa Washington Post.

A candidata presidencial democrata Hillary Clinton tinha uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre o republicano Donald Trump na corrida pela Presidência dos Estados Unidos, mostrou a última pesquisa do Washington Post-ABC, divulgada neste domingo.

Hillary tem 48 por cento das intenções de votos, ante 43 por cento de Trump. Na pesquisa Washington Post-ABC divulgada na sexta-feira, Clinton liderava com 47 por cento contra 44 por cento de Trump.

Clinton tinha uma vantagem em apoio afirmativo, segundo a pesquisa, com 55 por cento dos apoiadores dizendo que eles estão apoiando principalmente ela, em comparação com 43 por cento dos eleitores Trump. Eleitores de Trump dizem que “se opõem principalmente a Clinton”.
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Hillary na liderança.

* Atingidos por rompimento de barragem protestam em memória das vítimas.

Gerais e contaminaram uma grande parte do Rio Doce, aproximadamente mil atingidos e apoiadores marcharam pelas ruas de Bento Rodrigues, distrito de Mariana, em memória das vítimas, pela reparação dos danos causados à população e pela punição dos responsáveis pelo crime.

Desde 31 de outubro, a jornada “1 Ano de Lama e Luta”, organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), percorreu o caminho contrário do rastro dos rejeitos da Samarco (Vale/BHP Billiton), de Regência (ES) a Mariana. Neste sábado (5/11), cerca de 400 pessoas participaram de uma manifestação e de um ato ecumênico em Bento Rodrigues. Dezenove pessoas sujas de lamas carregaram 19 cruzes em homenagem aos mortos. Em cima da Escola Municipal Bento Rodrigues, a palavra “Justiça” foi colocada sobre os escombros e os participantes ecoaram o grito: “Águas para a vida, não para a morte”.
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Justiça.

* Membro da família Simeão, de Caraúbas, é preso na PB.

Foi preso na cidade de Solânea, Agreste paraibano, a 130 km de João Pessoa, mais uma pessoa suspeita de integrar uma quadrilha do Rio Grande do Norte especializada em assaltos a bancos, agências dos Correios e roubo de cargas no Norte e Nordeste.

Vinícius Simeão é filho de Júlio Simeão acusado de ser um dos membros do bando do RN que foi desarticulado ontem quando fazia mapeamento de estradas e planejamento de crimes que seriam cometidos na cidade de Frei Matinho, Seridó paraibano.

Uma denúncia anônima provocou a prisão de Vinícius estava residindo em Solânea. Segundo informações da polícia, há cerca de seis meses, Vinícius morava em uma residência no conjunto Pirangi, na zona Sul de Natal. Mesmo procurando não aparentar ‘vida boa’, o acusado era visto com frequência trafegando em carros e motocicletas de luxo pelo bairro.

A polícia encontrou com o acusado uma BMW, talões de cheques, documentos de veículos (um deles, de um caminhão com restrição de roubo) e munição calibre 40.

Histórico – Júlio Simeão é irmão do médico e ex prefeito de Caraúbas, Aguinaldo Pereira, assassinado em novembro de 2001, com dezenas de tiros disparados pelo bando de Valdetário Benevides. Na ocasião, também foram executados sua esposa Antônia Gurgel da Nóbrega Pereira, o motorista Everlândio da Silva, o soldado Cláudio Pereira do Nascimento e o sargento Ronaldo Rafael da Silva. Todos foram mortos em uma emboscada na RN-117, no sítio São João da Várzea, a 10 km do centro de Mossoró, com cerca de cem tiros.
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Julio Simeão.
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Carro.

* Padre culpa ‘gays’ por terremoto na Itália.

G1: Um padre italiano classificou os recentes terremotos ocorridos na Itália como um “castigo divino” relacionado às uniões de homossexuais, o que provocou a ira do Vaticano, que considerou suas declarações ofensivas para os fiéis e ateus.

A imprensa italiana informou neste sábado (05) que o padre Giovanni Cavalcoli, um teólogo já idoso de uma faculdade, fez estas declarações no domingo, 30 de outubro, no mesmo dia que um terremoto de magnitude 6,5 sacudiu a região central da Úmbria.

Os tremores sísmicos são um “castigo divino” pela “ofensa à família e à dignidade do matrimônio, sobretudo por culpa das uniões civis”, declarou à Rádio Maria, que dias depois decidiu se distanciar do sacerdote.
O Vaticano reagiu na noite de sexta-feira (04) com virulência.

As afirmações do sacerdote são “ofensivas para os fiéis e escandalosas para os não fiéis”, declarou o arcebispo italiano Angelo Becciu, número dois da Secretaria de Estado do Vaticano, o “ministério” mais importante da Santa Sé, publicaram os meios de comunicação locais.

Depois de pedir “perdão” às vítimas dos terremotos, Becciu recordou que tinham “a solidariedade e o apoio” do papa Francisco.

Contudo, a resposta do Vaticano não mudou a opinião do padre Cavalcoli, que repetiu em outra emissora de rádio que os terremotos foram provocados pelos “pecados do homem”. “O Vaticano? Que revise o catecismo!”, alfinetou o religioso.

A Itália, o último grande país da Europa Ocidental que não havia acordado nenhum estatuto aos casais do mesmo sexo – com uma forte oposição da Igreja Católica – optou no final de julho por estabelecer a união civil, diferente do matrimônio.
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Terremoto.