terça-feira, 6 de junho de 2017

* MPF suspeita que Henrique Alves comprou votos e apoio político em 2014.

Preso nesta terça-feira 06 na Operação Manus, desdobramento da Lava Jato no Rio Grande do Norte, o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, é suspeito de ter comprado votos e apoio político para sua campanha ao Governo do Estado em 2014, quando acabou sendo derrotado pelo atual governador Robinson Faria (PSD) no segundo turno das eleições. A suspeita foi levantada pelo Ministério Público Federal (MPF)

De acordo com a investigação do MPF, uma das empresas que prestava serviços para a campanha de Henrique sacou o valor de R$ 2 milhões em espécie às vésperas do dia das eleições do segundo turno. Na visão do procurador da República Rodrigo Telles, a ação pode ser encarada com ‘grande suspeita de que tenha servido para a prática de compra de votos’ no referido pleito.

A Operação Manus mobilizou cerca de 80 policiais federais que cumpriram 33 mandados durante a manhã desta terça-feira. Destes, cinco foram de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e outros 22 de busca e apreensão. Além de Henrique, o secretário municipal de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso e estará ao lado do ex-deputado na prisão onde serão enviados, no próprio Rio Grande do Norte.

Dos alvos de condução coercitiva, apenas dois do RN foram identificados: o publicitário dono da Art&C, Arturo Arruda, e o ex-tesoureiro responsável pela campanha de Henrique em 2014, Eurico Alecrim. A sede da Art&C e a do diretório estadual do PMDB, partido do ex-deputado, foram os alvos potiguares dos mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, os outros mandados ocorreram em outro Estado onde a Manus também acionada.
Nossa.

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