terça-feira, 8 de agosto de 2017

* Após morte de chefe de facção e noite de medo, mais um é executado em São Gonçalo do Amarante, RN.

G1/RN: Um homem foi morto a tiros no final da manhã desta terça-feira (08) no conjunto Novo Amarante, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. A vítima usava tornozeleira eletrônica, mas ainda não foi identificada. A Polícia Militar disse que ainda não tem pistas dos assassinos. 

Este é o terceiro homicídio registrado na cidade desde a execução de um dos chefes de uma facção criminosa que disputa o domínio do tráfico de drogas no Rio Grande do Norte. Eduardo Rodrigues, o Eduardinho do Mosquito, morreu na noite do domingo (06). 

Na mesma noite da morte de Eduardinho, duas pessoas foram assassinadas a tiros no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante. A polícia suspeita que Daniel Pereira da Silva, de 24 anos, e Carlos Alexandre Lemos, de 25, tenham sido vítimas de uma represália por causa da morte de Eduardo Rodrigues. 

“Pode ter sido uma retaliação? Pode. No momento em que foram mortos, vizinhos disseram ter ouvido os assassinos gritarem o nome da facção da qual o Eduardo fazia parte. Estamos investigando isso”, afirmou o delegado Marcos Vinícius, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Ainda de acordo com o delegado, Daniel e Carlos Alexandre foram assassinados em endereços diferentes, mas próximos um do outro. O primeiro foi morto dentro de uma casa na rua Santa Margarida Maria. O segundo, foi baleado e tombou no meio da rua Padre Cícero.

Noite de pavor

Não bastasse a morte do chefe da facção, e os dois assassinatos ocorridos logo em seguida, os moradores de São Gonçalo do Amarante tiveram mais uma noite angustiante. Foi nesta segunda, quando criminosos trocaram tiros pelas ruas do Golandim. Não houve mortes, mas a vizinhança ligou várias vezes para a polícia assustado com o barulho dos tiros. 

"Mandamos algumas viaturas para o bairro, e passamos a noite lá, para tranquilizar os moradores", disse o tenente-coronel Júlio César Vilela, assessor de comunicação da PM. "Quando chegamos não houve mais confrontos. Fizemos algumas revistas, mas não prendemos ninguém. Nossa missão foi marcar presença, dar sossego à população.
Poder paralelo no comando.

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