sexta-feira, 28 de abril de 2017

* Cerca de 50 mil participam de Greve Geral no RN.

O protesto intitulado Greve Geral cerca de 50 mil pessoas na tarde desta sexta-feira, 28, em Natal. O número foi divulgado pelos manifestantes, mas a Polícia Militar não confirmou.

Entre os manifestantes estavam servidores públicos, estudantes, sindicalistas e grupos da sociedade civil. Funcionários dos Correios foram ao protesto fardados. “É a perca de nossos direitos. Hoje Temer quer terceirizar nossa empresa. Isso tira postos de colegas nossos. Tira nossos empregos”, diz Esiedla Andrade, funcionária dos Correios, sobre a terceirização.
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Manifestantes.

* Rogério: “Protesto é para manter privilégios das corporações e PT é face atrasada da política”.

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB), relator do projeto de modernização das leis trabalhistas, criticou os atos de violência registrados pelo país durante as manifestações desta sexta-feira (28), assim como as ações que impediram a população de se locomover.

“Alguns fascistas travestidos de manifestantes atacam população. Não entendem que direito à greve é daqueles que dela querem participar, não é licença para impor e intimidar outros como milícias bolivarianas”, disse o parlamentar por meio de suas redes sociais.

Segundo Rogério, os brasileiros não podem permitir que “a realidade da Venezuela se transporte para o Brasil”. O tucano disse que o “medo de perdas de privilégios de corporações é a alma do protesto. PT e esquerda brasileira são face atrasada da política com pauta corporativista do século XIX, defendem privilégios e corporações contra o povo”.

Um dos itens mais polêmicos da modernização das leis trabalhistas é justamente o fim do imposto sindical obrigatório, alvo de críticas dos sindicalistas durante os debates do projeto na Câmara. Caso a proposta seja aprovada no Senado e sancionada, o trabalhador terá o direito de escolher se paga ou não a contribuição ao seu sindicato.
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Rogério Marinho.

* Gilmar Mendes manda soltar Eike Batista.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a libertação do empresário Eike Batista, preso desde janeiro pela Operação Eficiência, que investiga fraudes em contratos de empresas com o governo do Rio de Janeiro. Na decisão, que ainda não foi divulgada na íntegra, o ministro suspende os efeitos da ordem de prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.

Ele ressaltou que a libertação só tem validade se o empresário não estiver sido preso também por determinação de outro juiz. Essa informação será apurada na própria vara federal, quando receber a decisão de Gilmar.

O ministro também afirmou na decisão que o juiz da 7ª Vara Federal poderá analisar a necessidade de aplicação de medidas cautelares – como, por exemplo, a prisão domiciliar ou o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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Eike Batista.